Foi decretada ontem (14) pela justiça, a caducidade do contrato junto ao Consórcio Via SL no qual faz parte a Expresso Rei de França, que operava no sistema urbano da capital maranhense. A empresa entrou no sistema em 2014, antes do processo licitatório do sistema urbano de São Luís.
A Expresso Rei de França começou sua operação no sistema com 10 ônibus do modelo Torino G6 da fabricante Marcopolo, montados sobre chassi Mercedes-Benz OF-1721 BlueTec 5, no qual receberam os números 41-261 ao 41-270, sendo escalados na linha T070 Uema / Ipase no período do Consórcio São Cristóvão.
Em 2016, participou da concorrência pública para assumir um lote no sistema urbano de São Luís, vencendo o certame pelo lote 2, formando o Consórcio Via SL junto com a Transportes Urbano São Miguel. Mas sua história vem muito antes, visto que a empresa que deu lugar à Rei de França iniciou suas atividades em 1983.
A Expresso Rodoviário 1001 Ltda. controlada na época por empresários mineiros, iniciaram uma operação do que viria ser anos depois, uma das maiores dentro da Grande Ilha. A empresa já operou diversas linhas na cidade, chegando a ter uma frota com cerca de 400 ônibus, incluindo também a Expresso Solemar que iniciou em 1994 e foi criada exclusivamente para a operação metropolitana.
Diversos modelos e chassis passaram por suas frotas, incluindo as 24 unidades Matra CMO 1618, as 8 unidades com motorização traseira Mercedes-Benz OH-1420, a passagem de diversos modelos de carrocerias distintas, que foi o diferencial na época.
A empresa concentrou suas atividades na região do Olho D'Água, Parque Vitória, Ipem Turu, Sol e Mar, Santa Rosa, Forquilha, Residencial Primavera, Izabel Cafeteira e seus tradicionais Circular 1, Circular 2 e o Circular Rodoviária, tudo pela 1001 Expresso com o código 42.
Já pela Solemar, sua operação foi concentrada no Araçagy, Pirâmide, Vila Luizão, Parque São José / Parque Jair, Janaína Riod, Santa Efigênia e Boa Vista. Com a aquisição de empresas da região da Cidade Operária e adjacências, as linhas foram para a Solemar, como a operação na Cidade Olímpica, Vila Geniparana, Recanto dos Pássaros, Bom Jardim, Vila Kiola, J. Lima e Mata / Centro, ampliando operações também no sistema urbano e ganhando o código 43.
A chegada dos Consórcios por bacias aumentou gradativamente sua operação, visto que a Solemar foi a líder do Consórcio São Cristóvão e com isso, passou a operar em diversas linhas, assim como também a 1001 Expresso em outras áreas.
As suas aquisições de veículos eram expressivas, com bastante veículos para atender a demanda e a programação de renovação da frota. A sua última grande aquisição foram de 102 ônibus, sendo 35 para a Solemar, 10 para a Rei de França que já engatinhava no sistema e 57 para a 1001 Expresso, entre Neobus e Marcopolo com chassis Mercedes-Benz, Volkswagen / MAN e Volvo.
Já a Expresso Solemar deu lugar a Expresso Grapiúna, que após a licitação concentrou-se novamente no sistema metropolitano, dando continuidades as operações que já tinha anteriormente e que infelizmente também encerra as suas atividades.
Muito há de ser contado deste grande grupo, que ficou conhecido como Grupo Duarte e sua longa jornada no sistema de transporte da Grande Ilha, uma empresa que já foi requisitada por várias pessoas que queriam ter uma oportunidade de trabalhar no Grupo, seja como motorista, cobrador, fiscal ou em vagas internas e após 43 anos de história, teve que encerrar suas atividades em um momento difícil, no qual envolveu várias partes e a própria administração, que já não era mais a mesma desde 2022 quando foi vendida para o atual proprietário.
Em pequenas matérias ao longo das semanas, estaremos retratando um pouco mais da frota que a empresa já possuiu, além de outras curiosidades.
Fonte: SportbuS Maranhão













1 Comentários
Excelente matéria! Era uma boa empresa, uma pena ter sido vendida e a gestão ter definido um destino degradante para a mesma.
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