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domingo, 26 de novembro de 2017

Um pouco sobre a Viação Cidade do Sol

O grupo do conhecido empresário Baltazar José de Souza teve seu momento de pico nos anos 90 no estado de São Paulo. Seu grupo era formado por vários “sócios cotistas”, que gerenciavam empresas em diversas cidades paulistas e outros estados. Normalmente os usuários do transporte urbano ou suburbano numa cidade ou região conheciam somente um nome, o do empresário majoritário. Mas as empresas do grupo eram comandadas por um e os demais sócios possuíam cotas menores na atividade da empresa. Dessa forma, ocorria de algumas vezes um sócio sair ou conquistar uma cota maior, assumindo mais controle sobre ela.
A Viação Jundiaiense na década de 90 possuía um majoritário, que era o Rui Pessoa. Os demais sócios dividam as cotas, num total de dez. Em 1992 a Viação Jundiaiense conseguiu autorização precária para operar a linha Jundiaí a Franco da Rocha, desativada havia dez anos com o fim da Auto Ônibus Jundiaí. No ano seguinte, a Viação Cidade de Caieiras, do mesmo grupo, começa a fazer a ligação com veículos rodoviários entre São Paulo e Franco da Rocha, utilizando o nome de outra empresa do grupo, a Cidade do Sol, que operava linhas urbanas na cidade de Indaiatuba. Mas a empresa não consegue se manter sozinha na operação e negocia com a Jundiaiense para não perder a linha. Assim, a Jundiaiense assume a maior parte das ações da empresa e troca a cor da Cidade do Sol de Indaiatuba (verde) para a cor dela (laranja), mantendo o nome Cidade do Sol. A Jundiaiense compra vários Nielson Diplomata 310 e amplia as operações para Francisco Morato, com vários horários. No fim da jornada, alguns veículos ficam na garagem de Caieiras e outros são recolhidos para a garagem em Jundiaí, onde são feitas as manutenções.

Em 1994 a Jundiaiense resolve sair da sociedade majoritária da Cidade do Sol e a Viação Cidade de Caieiras passa a fazer a operação com veículos urbanos na ligação entre São Paulo e Francisco Morato, até ser adquirida pelo grupo Urubupungá, que mantém a linha até hoje. A Jundiaiense, ficando com alguns Diplomatas da Cidade do Sol, muda a razão social para Expresso Pessoa (sobrenome do proprietário) e coloca os veículos na linha Jundiaí a Franco da Rocha, linha que mantém até 1995 quando cai a autorização precária e a Rápido Luxo Campinas obtêm a permissão.
Alguns anos depois a Viação Cidade do Sol também deixa de operar as linhas urbanas de Indaiatuba. Portanto, foi um curto período de existência desta empresa em terras paulistas.

Fonte: George André Savy

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