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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016: Empresas extintas do sistema

Em 2016, o sistema de transporte urbano de São Luís passou por mudanças, tudo por causa do processo licitatório que ocorreu no 1° semestre deste ano e percorreu até o início do 2° semestre, onde 4 lotes foram disputados e praticamente todas as empresas atuantes da capital participaram dessa disputa.
Algumas empresas saíram vencedoras no processo, em forma de Consórcio ou então sozinha como foi o caso da Viação Primor, vencedora do lote IV, mas, infelizmente, outras não tiveram tanta sorte, a empresa Menino Jesus de Praga, representada pela empresa Gemalog participou do processo de licitação junto ao Consórcio Nova Ilha, que era formado pela Gemalog, Cisne Branco e Edeconvias, que acabaram perdendo o processo por falhas nos documentos e principalmente, pela escolha do banco para a proposta de garantia.
A Menino Jesus de Praga nasceu na capital em 1977, na época a mesma era conhecida como Gertaxi e a partir de 1983, após a separação dos sócios, deu-se início a empresa Menino Jesus de Praga, o empresário Everardo sempre foi fã dos chassis Volkswagen, o que era comum de ver em sua frota, a partir do lançamento do chassi em 1993, toda a frota foi sendo trocada gradativamente por Volks, até desaparecer os veículos que possuíam chassis Mercedes-Benz.
A empresa operava com o código 32 no sistema e em 2003, foi inserida ao Consórcio São Cristóvão, onde atuou em algumas linhas tanto no Consórcio como fora dele. Em 2012 nascia a Gemalog, empresa filial da Menino Jesus de Praga que pegou a concessão de algumas linhas da mesma para iniciar suas operações, a Gemalog operou com o código 33 no sistema e tinha uma frota de 23 ônibus no início, todos da carroceria Mascarello.
Além da Menino Jesus de Praga / Gemalog, a empresa São Marcos também foi desclassificada do processo por não apresentar as propostas de lote, a mesma concorria sozinha. A São Marcos iniciou suas operações na região metropolitana, que compreende a área do Jardim Tropical (São José de Ribamar) em meados de 1995, área que atuava a empresa São Luís e Julle, anos depois, a São Marcos pega outras linhas da São Luís como Coroadinho/Bom Jesus, Coroadinho/Vila Conceição e Coroadinho/Beira Mar, além de uma boa parte de sua frota.
Com a chegada dos Consórcios, várias empresas pequenas que atuavam na capital foram sendo extintas e as linhas, adquiridas pelo Grupo Duarte, o mesmo aconteceu com a São Marcos, onde teve suas linhas repassadas para o Grupo, ficando praticamente sem ter onde operar. Tempos depois, a empresa ficou atuando como apoio no Terminal Praia Grande e em linhas da Zona Rural de São Luís como T016 Vila Maranhão e T019 Cajueiro e uma cedida pela Primor, a C051 Terminal Cohama / São Cristóvão via Rodoviária.
A empresa conquistou novamente um espaço no sistema quando adquiriu a última linha da empresa Santo Antônio, a T023 Vila Funil e operou na mesma até o seu último dia de operação, ainda operou também na linha A339 Tinaí / Cinturão Verde que atualmente pertence ao Consórcio Central.
Menino Jesus de Praga, Gemalog, São Marcos, Gonçalves e tantas outras que nos deixaram este ano e anos atrás, que hoje só nos restam as lembranças do que foi cada empresa dessa em nosso sistema.

Fonte: SportbuS Maranhão

8 comentários:

  1. Pra mim foi injustiça de não colocarem a Gonçalves e a Maranhense no lote IV junto a primor... Mais fzr oq...

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    1. Ninguém colocou nenhuma empresa em lote nenhum, foram escolhas delas mesmas, a Gonçalves e Maranhense não seria necessário participar já que tem a Ratrans e Primor.

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  2. Gonçalves praticamente só mudou de nome, não? A ratrans tá aí firme e forte.

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    1. Gonçalves só opera agora no semiurbano, Ratrans assumiu o urbano.

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  3. Estes repasses de linhas sempre foram obscuros, sem qualquer controle pelo órgão gestor.

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    1. Se uma empresa não quisesse mais operar na linha, a mesma devolvia à SMTT e ofertava para outras empresas, antes da licitação era assim.

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  4. O texto ficou muito bom. Quando começou a utilização dos códigos?

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